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Como é produzido o som dos aparelhos auditivos?

A melhor maneira de garantir que um aparelho auditivo soa bem é testá-lo… e testá-lo… e testá-lo… e testá-lo… milhares de vezes. Mas quem é que tem a função de criar e testar o som que sai dos aparelhos auditivos? E como é que isso é feito?

Esse trabalho pertence à equipa de Investigação e Desenvolvimento da Widex - um grupo de engenheiros que trabalha incessantemente para garantir que o “Som Widex” é o som de aparelhos auditivos mais natural do mercado.

O teste de audição
Jens Peter Holmegaard é um dos rostos por trás do som Widex. É um engenheiro de investigação e desenvolvimento de aparelhos auditivos que já cria os aparelhos da Widex há sete anos.
Sentámo-nos com o Jens e perguntámos como é que ele e os seus colegas fazem para assegurar que o som que sai dos nossos aparelhos auditivos é o mais realista possível.
E a resposta dele é simples: ele ouve.

Ele ouve tudo - da fala, à música, ao som de um microondas. É tarefa do Jens garantir que os sons do dia-a-dia são perfeitamente replicados pelos seus aparelhos auditivos.
“A nossa biblioteca de sons inclui tudo, desde água a correr no lavatório, a costeletas de porco a fritar, a pássaros a chilrear,” diz Jens. “ São todos sons que têm características que são importantes para o utilizador de aparelhos auditivos.”

Mas não basta ouvir estes sons uma só vez. Com cada pequena correcção ou mudança, chega uma nova ronda de testes - o que significa ouvir esses sons centenas ou mesmo milhares de vezes.
“Fiquei muito familiarizado com estes sons,” acrescenta Jens. “São sons que por vezes não desejo ouvir assim que chego em casa.”

E não estamos apenas a falar de sons do quotidiano - é também música. Uma canção de teste favorita na Widex é o “Tom’s Diner” da Suzanne Vega devido à sua gama de tons e intensidade.

Também tem uma linha de baixo estável e um coro repetitivo - o que é bom para finalidades de teste.

Criar o som Widex
Para ficar a saber mais sobre como os aparelhos auditivos da Widex obtém o seu som realista, é importante dar um passo atrás até ao início do processo. Desenvolver um novo aparelho auditivo pode demorar, por vezes, cinco ou mais anos e tudo começa com as experiências e desejos dos utilizadores de aparelhos existentes, que são reunidos e transformados em ideias para novos produtos na mesa de trabalho dos engenheiros.

Por exemplo, a Widex teve a ideia de desenvolver o seu extensor de audibilidade depois de perceber que alguns utilizadores de aparelhos auditivos estavam a ter dificuldade em ouvir os sons de alta frequência. O extensor move estes sons para regiões de baixa frequência onde se tornam mais fáceis de ouvir.

Depois da fase de ‘brainstorming’, as ideias são agendadas para desenvolvimento. É aqui que entra a biblioteca de som. À medida que são criadas funcionalidades, tal como o extensor de audibilidade, iniciam-se as rondas de testes. Sons como o canto dos pássaros, sinos e temporizadores são usados para testar os sons de elevada frequência, que o extensor de audibilidade ajuda os utilizadores de aparelhos auditivos a ouvir.

“Dá-nos um padrão de referência para as funcionalidades dos aparelhos auditivos que estamos a desenvolver,” afirma Jens. “Nós ouvimos a forma como a funcionalidade ajuda o som em situações reais e aperfeiçoamo-la para que soe o mais natural possível.

O teste final
Depois das funcionalidades estarem desenvolvidas, é necessário adicionar a tecnologia ao aparelho auditivo físico. Mas não é aqui que a história acaba. Os aparelhos auditivos são, então, novamente testados por um perito de som especialmente treinado, que assegura que a tecnologia está a trabalhar corretamente.
Os aparelhos auditivos são depois produzidos e enviados para o seu audiologista, que o vai programar para que se adapte especialmente à sua perda auditiva.

As funcionalidades
Que funcionalidades a Widex desenvolveu ao longo dos últimos anos? Aqui ficam algumas que podem ser encontradas nos nossos dispositivos:
Extensor de Audibilidade - O Extensor de Audibilidade ajuda as pessoas com perda auditiva nas frequências altas a ouvir os sons das frequências altas, movendo-os para frequências mais baixas tornando-se mais fácil de serem ouvidos. Os sons das frequências altas são importantes para conseguir ouvir os sons mais "suaves” como o /s/ e o /t/ das vozes das mulheres e crianças e os sons agudos, como o “ping” do microondas.

Telebobina - A telebobina é uma bobina pequena que se encontra dentro dos aparelhos auditivos. A bobina opera como um pequeno recetor que capta os sinais de um sistema de circuito fechado que age como um campo eletromagnético. Os aparelhos auditivos com uma telebobina ativa podem converter este campo eletromagnético num sinal sonoro. Só e amplificado o sinal do microfone do sistema de circuito fechado e o ruído de fundo é bloqueado.

Otimizador do Sinal de Fala - O Otimizador do Sinal de Fala é diferente dos sistemas simples de redução do ruído na medida em que não se limita a reduzir o ruído - também amplifica a fala. Quando ouvimos um som, raramente temos dúvidas se este é de fala ou de ruído. O Otimizador do Sinal de Fala em aparelhos auditivos modernos, consegue distinguir a fala da mesma maneira que o nosso cérebro o faz - aproveitando o facto da fala ser composta  de um número variável de componentes de som que se sucedem em pequenos intervalos.