Apoio remoto nas consultas de audiologia
Em algumas situações, sim. Dependendo do centro auditivo e do tipo de consulta, pode ser possível um familiar participar à distância através de videochamada ou chamada telefónica.
Para uma primeira avaliação auditiva ou para determinados procedimentos relacionados com a adaptação dos aparelhos auditivos, a sua mãe ou o seu pai terão, em geral, de estar presencialmente no centro auditivo. Desta forma, o audiologista poderá realizar os exames necessários e avaliar corretamente a audição.
No entanto, poderá ser possível participar à distância em determinados momentos do acompanhamento. Assim, pode ouvir as recomendações do audiologista, compreender melhor os resultados e esclarecer dúvidas, mantendo-se envolvido mesmo quando não consegue estar fisicamente presente.
Antes da consulta, confirme com o centro auditivo quais as possibilidades de participação remota disponíveis.
Se o centro auditivo o permitir e o seu familiar estiver de acordo, pode participar por telefone ou videochamada em determinados momentos das consultas com o audiologista.
Esta participação pode ajudá-lo a:
É importante que esta participação aconteça sempre com o consentimento do seu familiar. O objetivo é apoiar, e não substituir a sua participação ou tomar decisões por ele.
Ajudar nos cuidados com os aparelhos auditivos à distância
A manutenção regular dos aparelhos auditivos é importante para garantir o seu correto funcionamento e ajudar a prolongar a vida útil dos dispositivos.
Mesmo que viva longe, pode ajudar o seu familiar a criar uma rotina de cuidados e a identificar pequenas dificuldades antes que estas interfiram com a utilização dos aparelhos auditivos.
3 formas práticas de ajudar à distância
Incentivar a utilização regular dos aparelhos auditivos
Esta é uma preocupação comum entre familiares: saber que a mãe, o pai ou outro familiar tem aparelhos auditivos, mas perceber que nem sempre os utiliza.
A adaptação aos aparelhos auditivos é um processo individual e pode exigir algum tempo. Em vez de insistir ou recordar constantemente que devem ser utilizados, procure perceber se existe alguma razão para o seu familiar não os usar com regularidade.
Algumas abordagens podem ajudar:
Se o seu familiar evita utilizar os aparelhos auditivos por desconforto, dificuldades em ouvir determinadas situações ou problemas no manuseamento, incentive-o a falar com o audiologista. Muitas destas dificuldades podem ser avaliadas durante as consultas de acompanhamento.
Viver longe da sua mãe, do seu pai ou de outro familiar com perda auditiva pode fazê-lo sentir que há pouco que consegue fazer para ajudar. Mas estar presente não significa necessariamente estar fisicamente perto.
Uma chamada regular, ajudar a preparar uma consulta, perceber como estão a funcionar os aparelhos auditivos ou simplesmente ouvir as dificuldades que o seu familiar sente pode ser uma forma importante de apoio.
Acima de tudo, procure acompanhar sem retirar autonomia. O objetivo não é controlar a forma como o seu familiar cuida da audição, mas ajudá-lo a sentir que não precisa de fazer esse percurso sozinho.
Se considerar útil participar no acompanhamento, contacte o centro auditivo do seu familiar para perceber que possibilidades existem para acompanhar algumas consultas à distância e de que forma pode contribuir para os seus cuidados auditivos.