Palcos, amplificadores no máximo, horas de ensaios, concertos e headphones fazem parte da realidade de quem vive da música. No entanto, esta exposição contínua ao som pode representar um risco significativo para a audição ao longo do tempo.
Foi precisamente sobre esta realidade que os Da Weasel partilharam a sua experiência numa conversa centrada na proteção auditiva, na utilização de in-ear monitors e na importância da prevenção da perda auditiva.
Da Weasel
A intensidade sonora faz parte da identidade de muitos concertos ao vivo e os Da Weasel não são exceção.
“Esta é uma banda muito barulhenta.”, refere Carlão, entre risos.
A exposição prolongada a elevados níveis de som, ao longo de anos de concertos e ensaios, pode contribuir para desgaste auditivo.
“Eu perdi alguma audição. Hoje em dia as minhas filhas estão a dois metros de mim e dizem: ‘Pai, olha o telemóvel’. E eu nem percebo que está a tocar no bolso.”, partilha Carlão
Além dos concertos, o uso frequente de headphones e a monitorização em palco também fazem parte desta realidade.
A utilização de in-ear monitors (IEMs) tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante na proteção auditiva e no desempenho em palco.
Neste contexto, a Widex disponibiliza uma gama de soluções de proteção auditiva, incluindo protetores para ruído e para água, bem como sistemas in-ear personalizados para músicos e profissionais de som. Estes sistemas são feitos à medida, a partir de moldes individuais do ouvido, garantindo um ajuste preciso, conforto e uma experiência sonora mais controlada em palco.
Foi neste âmbito que os elementos da banda estiveram recentemente na Widex para a realização dos moldes personalizados dos seus in-ear monitors.
Para vocalistas e músicos, ouvir melhor significa também reduzir esforço e melhorar o controlo da performance.
“Quando estamos a ouvir melhor, isso permite-nos logo não fazer tanto esforço.” — Virgul
A utilização de IEMs contribui ainda para maior definição sonora e consistência em palco, evitando a tendência de aumento progressivo do volume em contexto de atuação ao vivo.
Mais volume não significa necessariamente melhor audição — e, em muitos casos, pode até reduzir a clareza e a qualidade da experiência sonora.
Da Weasel
A proteção auditiva em contextos de música ao vivo tem vindo a ganhar relevância, embora ainda não seja um comportamento generalizado entre o público e profissionais expostos a elevados níveis de som.
“Comecei a usar proteção muito cedo e era quase estranho. Hoje já não consigo assistir a um concerto sem usar tampões.” afirma Quaresma .
O uso de soluções de proteção auditiva adequadas permite reduzir o risco de exposição prolongada ao ruído, sem comprometer a experiência musical.
O uso prolongado de auscultadores e earbuds é outro fator cada vez mais relevante na discussão sobre saúde auditiva, especialmente entre os mais jovens.
“Os miúdos passam o dia inteiro com headphones. Mais cedo ou mais tarde podem ter problemas muito graves, lesões permanentes.” — João Nobre
A sensibilização precoce e o acesso a informação clara são fatores essenciais para promover comportamentos mais saudáveis e prevenir situações de perda auditiva induzida por ruído.