Porque é importante falar de proteção auditiva com os jovens?
“Porque a perda auditiva é um problema irreversível. Quando nos atinge, já não há forma de voltar atrás.”
O músico sublinha ainda a relação entre os hábitos atuais e o aumento do risco: “Hoje somos consumidores constantes de música e vídeo. Estamos sempre com auscultadores e, muitas vezes, em excesso. Para abafar o ruído do mundo, temos tendência para aumentar o volume.”
Antigamente havia menos consciência sobre estes riscos?
“Quando comecei não havia qualquer tipo de prevenção. Quanto mais alto melhor.”
Kalú recorda o início da sua carreira para ilustrar a falta de sensibilização da época:
“Comecei com 16 anos. Tocava com a bateria à frente e os amplificadores atrás. Ao fim da primeira música estava a vomitar e a sentir desequilíbrio. Mas ignorava os sinais e continuava. Hoje tenho surdez.”
Baterista Xutos&Pontapés
Que conselhos deixaria a quem está a começar uma carreira na música?
“É fundamental usar proteção auditiva.”
O músico defende a utilização de soluções adequadas tanto para quem assiste a concertos como para quem está em palco: “Em concertos devemos usar protetores auditivos. Quem toca deve usar in-ears para evitar lesões.”
Quais são os sons mais importantes da sua vida?
“O som mais importante da minha vida é ouvir a minha neta a rir e a brincar. À medida que vou perdendo a audição, não consigo ficar sozinho com ela porque não a ouço chorar. E isso é um desafio”
E acrescenta uma reflexão sobre a sua relação atual com o silêncio: “Hoje em dia prezo muito o silêncio. De vez em quando escolho parar e afastar-me do ruído. Ajuda-me a fazer um reset à minha audição e à minha cabeça.”
Porque é que a Widex é um bom parceiro para a sua audição?
“A Widex é o melhor parceiro que uma pessoa pode ter quando tem estes problemas. Para além dos excelentes profissionais que me têm acompanhado, os dispositivos são de excelente qualidade. Para mim a Widex é Cinco Estrelas + Uma (risos)”
O que é considerado exposição perigosa ao ruído?
“Tudo o que esteja acima dos 80 decibéis pode ser considerado perigoso, sobretudo quando existe exposição prolongada.”
O especialista explica que o risco depende não só da intensidade do som, mas também do tempo de exposição e da suscetibilidade individual.
Quais são os hábitos dos jovens que mais colocam a audição em risco?
“Os headphones são um dos principais fatores de risco.”
Segundo o audiologista, muitos jovens não têm perceção da intensidade do som a que estão expostos diariamente: “Muitas vezes ouvimos música nos auscultadores de alguém na rua — isso já significa que o volume está demasiado alto.”
Especialista Widex
A que sinais devemos estar atentos?
“Os zumbidos são um dos primeiros sinais de alerta.”
O especialista reforça a importância de não ignorar sintomas iniciais: “Muitas perdas auditivas são neurossensoriais e irreversíveis. Por isso, a prevenção e a intervenção precoce são fundamentais.”
Que conselhos deixa para quem gosta de ir a concertos e festivais?
“O próprio corpo dá sinais. Sempre que sentimos desconforto, devemos afastar-nos e fazer uma pausa. E o ideal é usar sempre proteção auditiva.”
Que soluções existem na Widex?
“Faz parte da nossa missão este cuidado com a audição e temos estado ao longo destes 39 anos de existência muito focados nesta questão da prevenção. A Widex disponibiliza protetores auditivos personalizados com filtros específicos, tanto para músicos como para exposição recreativa ou profissional ao ruído.”
O que fazer perante sinais de perda auditiva?
“É essencial procurar um médico otorrinolaringologista o mais rapidamente possível.”
O especialista alerta para a importância da rapidez na resposta clínica: “Em alguns casos, a intervenção precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico.”