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Doenças crónicas e perda de audição: qual a relação?

02-12-2021
03-12-2021

Na sociedade contemporânea, a adoção de estilos de vida sedentários, uma má alimentação e outros hábitos pouco saudáveis têm contribuído para o desenvolvimento de diversas doenças crónicas. Além de afetarem a nossa qualidade de vida, algumas destas doenças, como a cardiopatia, diabetes, hipertensão, obesidade e osteoporose, também têm um impacto na nossa saúde auditiva.

 

Isto é, apesar de não terem uma relação direta com o sistema auditivo, um dos principais efeitos do desenvolvimento destas doenças é precisamente a perda de audição. Neste artigo, identificamos essa relação de causa-efeito e apresentamos alguns conselhos que podem ajudar a prevenir este cenário.

Doenças crónicas que podem causar perda de audição

A cardiopatia

O desenvolvimento de doenças cardíacas está associado, na maioria dos casos, a uma má alimentação, à falta de atividade física e ao stress. Dores no peito, falta de ar e dormência são alguns dos sintomas associados à cardiopatia. Além destes, a perda de audição também pode ser um sinal de que há alguma alteração na saúde do coração.

Isto porque o ouvido interno é uma parte do corpo muito sensível ao fluxo sanguíneo. E como o coração é o órgão responsável por bombear o sangue que circula no organismo, quando há alguma alteração no seu funcionamento, os vasos sanguíneos do ouvido interno podem ser afetados, interferindo, por sua vez, na qualidade da audição e, por conseguinte, promover um quadro de perda auditiva.

A hipertensão arterial

A tensão alta ou hipertensão arterial é uma doença crónica sem cura. Alguns fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença são: o tabagismo, o consumo de álcool, uma dieta rica em sal, o sedentarismo, a obesidade, o colesterol elevado e o stress.

A ausência de sintomas é a razão pela qual a hipertensão arterial é classificada como uma doença silenciosa. Porém, neste cenário, a perda de audição pode ser um sinal de alerta de que algo não está bem com a sua tensão. Quanto está elevada, há um aumento da pressão nos vasos sanguíneos, inclusive, nos vasos do ouvido interno. Como referido, o ouvido interno é muito sensível e, aqui, as alterações no fluxo sanguíneo podem ser bastante prejudiciais à audição, contribuindo para uma perda auditiva gradual.

 

A diabetes

A diabetes caracteriza-se pelo elevado nível de glucose (açúcar ) no sangue. Isto acontece devido ao mau funcionamento da hormona da insulina, que é produzida pelo pâncreas. Recorde-se que a principal função da insulina é precisamente manter os níveis de açúcar no sangue equilibrados, a fim de oferecer a energia que o corpo necessita para a sua atividade diária.

Existem diferentes tipos de diabetes, ainda que os principais sejam a diabetes tipo 1, considerada uma doença autoimune, e a diabetes tipo 2,  associada a fatores de risco como a obesidade, o sedentarismo e a hábitos de vida pouco saudáveis.

Alguns dos sintomas associados à diabetes são: aumento da sede, cansaço constante, dificuldade de cicatrização, aumento da vontade de urinar e, além destes, a perda de audição. Tal como acontece com a cardiopatia e a hipertensão arterial, a diabetes pode levar a problemas de audição pelos danos causados aos vasos sanguíneos.

 

A osteoporose

A osteoporose é uma doença que afeta principalmente as mulheres com idade superior a 45 anos. A doença provoca um enfraquecimento dos ossos decorrentes da falta de minerais, como o cálcio.

Essa fragilidade óssea pode alterar a audição, uma vez que a parte média do ouvido é formada por três pequeninos ossos que são responsáveis por receber as vibrações enviadas pelo tímpano e enviá-las através das terminações nervosas para o cérebro.

 

Conselhos para prevenir estes quadros clínicos

As doenças crónicas associadas à perda de audição podem ser prevenidas. A primeira coisa a fazer é identificar os hábitos de vida pouco saudáveis e pensar numa estratégia para, gradualmente, eliminá-los da sua rotina diária. Adotar uma prática de atividade física regular, uma alimentação saudável e evitar outros hábitos prejudiciais à sua saúde (como, por exemplo, o tabagismo) devem fazer parte da sua estratégia a curto/médio prazo.

Além disso, importa estar atento aos sinais de alerta do seu corpo e procurar de imediato ajuda médica especializada para rastrear eventuais complicações. A identificação precoce de uma determinada doença pode reduzir riscos mais graves no futuro. Como diz o ditado popular, “mais vale prevenir do que remediar”.