Eu ainda sou daquele tempo em que as férias de verão iam de junho até quase ao fim de setembro, e passava-as em São Martinho do Porto onde, fizesse sol ou fizesse chuva, passávamos a vida na praia. Logo, nadar para mim era tão natural como andar ou respirar.
Depois, ainda em miúdo, comecei na natação dos Salesianos de Lisboa e, desde aí, a natação tornou-se um dos meus desportos preferidos.
Ator e Apresentador de TV
A principal e mais importante mudança foi a de passar a não ter medo.
Não há nada pior do que estarmos a treinar em tensão, com medo de nos magoarmos. Se estamos em tensão — nervos, preocupação… — o corpo retrai, não conseguimos treinar bem e as probabilidades de lesão são maiores.
Isto já para não falar que o que mais mudou nos meus treinos foi ter conseguido voltar a treinar — coisa que sem protetores à medida já não conseguia fazer, porque os meus ouvidos começavam logo “aos gritos”.
Não é que os universais às vezes não funcionem — claro que sim. É mais uma questão de segurança e confiança.
A grande diferença é que estes feitos à medida funcionam sempre, e não temos de estar sujeitos à roleta russa de, quando vamos para a água, não sabermos se desta vez vai correr bem e se a seguir vamos ficar com otites e problemas de ouvidos ou não.
Vim aqui parar em 2011, quando estava a apresentar um programa na RTP (O Elo Mais Fraco) e precisava de fazer uns auriculares (in-ears) para conseguir ouvir as indicações do realizador e da produtora enquanto apresentava o programa.
Quando estava a fazer os moldes para esses auriculares, vi umas coisas azuis e encarnadas em cima da mesa e perguntei ao técnico o que eram. Ele respondeu que eram protetores para a água.
E pronto — desde aí, os verões tiveram muito mais banhos e a piscina e a natação voltaram a ser como que uma segunda casa para mim.
Resumindo e baralhando, foi por sorte que conheci estes protetores (risos). Uma boa sorte.
A simplicidade e a rapidez.
Foi chegar, fazer o molde, voltar para ir buscar os protetores, dar os acertos finais e começar a usá-los. Super fácil.
Usem protetores sempre, mesmo que achem que ainda não precisam, porque a verdade é que a água vai batendo lá à porta e, mais dia menos dia…
Ah! E hidratem a pele a seguir ao treino (risos). Digo isto porque é a rotina de treino mais aborrecida de todas que tenho, mas quem faz desportos de piscina tem mesmo de ir hidratando.
Agora estou numa fase de tentar ouvir música mais baixo, o que não está a ser muito fácil.
Eu faço quase tudo a ouvir música; sou daqueles que acha que a vida tem banda sonora. E quando dou por mim, estou a ouvir música há muito tempo e mais alto do que o recomendável. Por isso, estou agora a pôr limites de volume de som.
Há de ser como o café sem açúcar: é tudo uma questão de hábito (risos).